O Caráter do Sonhador Vence a Prova – Parte 1

15
jul

Texto Chave: “Enviou adiante deles um varão; José foi vendido como escravo; feriram-lhe os pés com grilhões; puseram-no a ferro, até o tempo em que a sua palavra se cumpriu; a palavra do Senhor o provou. O rei mandou, e fez soltá-lo; o governador dos povos o libertou. Fê-lo senhor da sua casa, e governador de toda a sua fazenda, para, a seu gosto, dar ordens aos príncipes, e ensinar aos anciãos a sabedoria. Então Israel entrou no Egito, e Jacó peregrinou na terra de Cão. E o Senhor multiplicou sobremodo o seu povo, e o fez mais poderoso do que os seus inimigos. Mudou o coração destes para que odiassem o seu povo, e tratassem astutamente aos seus servos.” (Salmos 105:17-25)

Somos uma geração de sonhadores e sonhos não se concretizam sem guerra, sem lutas. A guerra existe em dois níveis: interno e externo.

A guerra externa não é difícil e nem dolorosa, quando comparada à interna. A guerra interna é dramática, é dolorosa, é difícil porque lutamos contra fortalezas de alma. Todo sonho, para ser constituído, é necessário travar esses dois níveis de guerra. A guerra interna é aquela na qual lutamos contra a mente humanista, contra a mente deste século, contra o espírito que opera nos filhos da desobediência.

“Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência,” (Efésios 2:1-2)

A guerra externa é aquela travada contra a disputa de territórios internos. Não há como alcançarmos conquistas de territórios sem antes encontrarmos pessoas que já estejam trabalhando nesse território. O inimigo não entrega nenhum território facilmente. Ele sabe como manter uma terra em cativeiro, dificultando a sua conquista.

A Bíblia diz que houve um homem, Caim, que recebeu um sinal na testa como fruto da sua desobediência. Ele pro­ curou motivos para guerrear contra o seu irmão. E encontrou algo que envolvia a pessoa de Deus: a oferta.

Abel possuía uma alma livre, tranquila e agradava o coração de Deus. Caim criou uma expectativa errada e começou a se enciumar contra o seu irmão, mas este não sabia. Ele matou o seu irmão por causa de ciúmes e inveja.

Aprenda algo com isso: o adversário odeia pastores. A primeira morte que a Palavra revela é a de um pastor. Abel não morreu de morte natural. Ele não gozou a sua juventude. Ele foi assassinado pelo seu irmão. Quantas gerações têm-se levantado para matar o sonho do coração dos pastores.

Deus muda essa história e, através da vida de Caim, nascem dois filhos: Jubal, músico, adorador, e Jabal, pastor, que possuía as mesmas características de Abel. Dessa forma, Deus recompensa e restitui a história.

O inimigo odeia pastores e trabalha para imobilizar o ministério pastoral. A função principal do pastoreamento é o cuidado, e o inimigo quer exterminar a geração de pastores. Você que é líder de células, não desista, pois você exerce a função de pastoreamento.

José restituiu o convívio com os seus irmãos. Foi difícil, mas ele fez. Por mais que os tenha trazido debaixo de guerra interior – pois a Bíblia não relata seus conflitos internos, mas certamente ele os tinha – trouxe de volta os seus irmãos. As Escrituras dizem que essa atitude de José agradou a Faraó.

Provado na alma para restaurar a família

Sabemos que toda liderança que faz diferença, que se impõe é perseguida. Vemos na vida de José a sensibilidade e como ele fez questão de declarar que os seus irmãos eram pastores. Ele disse acerca dos seus irmãos: todos eles são pasto­ res (Gênesis 47:1-3). Porém, os egípcios odiavam os pastores.

O inimigo não quer que as pessoas recebam libertação, cura, caráter transformado e é por isso que ele persegue tanto a vida dos líderes, dos pastores, matando os sonhos do coração, daqueles que têm despertado liderança.

A nossa alma é assim: sempre nos quer levar à negação da conquista, mas, se for estruturada, pode restaurar toda nossa casa. Deus está levantando uma geração de pastores e líderes, homens e mulheres que não se entregam facilmente, que lutarão e estabelecerão territórios, líderes corajosos que mudarão a história do território que o Senhor lhes tem confiado. Ele tem trabalhado o caráter dessa geração e tem mostrado o quanto precisamos firmar e estabelecer territórios através de uma liderança eficaz.

Um sonho pode ser amedrontador, pavoroso, incomodativo, temeroso ou prazeroso, mas algo é certo: as pessoas não gostam de sonhadores, daqueles que despertam liderança. Observe como muitas vezes em nossa igreja aquele que é mais líder é o mais perseguido, quando deveria ser o mais aplaudido. Onde existe uma liderança eficaz, ela força todos os outros a virem atrás. As pessoas são compelidas a fazerem o mesmo.

Quando você assimila um bom conceito familiar, fica mais fácil a conquista no que se refere à restauração da nossa gente. Vale a pena ter uma alma restaurada.

Aqueles que não gostam de trabalhar começam a perseguir os que produzem. Aquele que produz elimina a mediocridade da equipe. Pelo trabalho deste é denunciado o que as pessoas não estão realizando.

Seus sonhos serão restaurados e você terá motivo para prosseguir para o alvo que o Senhor o tem chamado. Precisamos ser como José, um homem que buscou forças em Deus para vencer as circunstâncias difíceis. Quando nos apegamos a Deus, não há circunstâncias que nos vençam, que nos paralisem, que nos detenham.

Ao recebermos de Deus um sonho, Ele até permite que os inimigos se levantem, mas com eles vem, também, o encorajamento para vencermos todas as dificuldades.

Precisamos buscar em Deus forças para vencer as circunstâncias difíceis. Se Deus lhe der força, não haverá circunstâncias que o vençam. A primeira coisa que Deus faz quando Ele lhe dá um sonho é permitir que os opositores se levantem. A unção que Deus libera a esse sonho vence todas as situações adversas. Diante de uma palavra de Deus, de uma palavra de vida, nada nos vence.

Você está vivendo a única vida que tem. Como ela é a única, você precisa aproveitar essa chance, sabendo que só há dois caminhos a escolher: o céu através de Yeshua ou o inferno através do diabo. Essa é a única geração que você tem e, por ser única, viva a plenitude que Deus tem para entregar-lhe. Não permita que o inimigo roube essa plenitude.

Você não terá duas vidas, não haverá duas gerações. Viva a plenitude do que Deus tem para você e não permita que nada e nem ninguém roube as promessas que Deus lhe fez. Aproveite a sua vida e galgue o seu êxito. Sonhe!

Seja diferente para fazer diferença na geração que você nasceu. Deixe que todos saibam quem é Deus na sua vida, deixe que Ele realize os sonhos do Seu coração em linha com a Sua Palavra. A única forma de enfrentar uma profecia é travando uma guerra e passando por uma prova. O trunfo de José é que, por mais difícil que tenha sido conviver em família, em meio a tanta problemática, ele resistiu. Não permita que nada impeça que você seja usado para mudar a realidade familiar.

Cada um de nós deveria ter o seguinte pensamento: ser diferente para fazer a diferença. Deus quer usar a sua vida. Ele quer escrever o seu nome em umbrais para que todos saibam que Ele é o Deus que realiza os sonhos daqueles que creem nEle. Não há como enfrentar uma profecia e uma palavra sem antes passar por uma prova. A Bíblia diz que devemos alegrar-nos pelo fato de passarmos por provações, por mais difíceis que sejam. “Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações… (Tiago 1:2).

A Palavra nos ensina que as provas virão, mas para que sejamos aprovados e não reprovados. “Bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam. (Tiago 1:12). Nosso destino nas provações é a aprovação.

As provas não são fáceis. Toda prova exige reflexão, perspicácia, inteligência e sabedoria, por isso devemos ser espertos. Precisamos ter habilidade porque a prova tem origem no mundo espiritual e por essa razão não podemos esquecer de que a nossa luta não é contra carne e nem contra sangue, mas contra principados e potestades, contra o príncipe que opera neste mundo tenebroso (Efésios 6:12). Não podemos vacilar.

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