O Sonho, Uma Palavra, Uma Promessa – Parte 1

15
jul

O poder de um sonho está ligado a uma palavra e a uma promessa. Nunca tome uma decisão sem ter uma palavra de Deus e por trás dela uma promessa do Pai. Quando as pessoas caminham por uma palavra e uma promessa, caminham por trilhos de segurança, de forma que não há frustração posterior nas conquistas e nos desafios do dia-a-dia.

Algumas pessoas se frustram, porque tomam decisões sem uma palavra e sem uma promessa de Deus. Todo ser humano, nascido de Deus, tem uma palavra e uma promessa do Senhor. Essa é a hora de você ampliar as suas estacas e territórios. Deus quer-nos ensinar que precisamos sonhar os sonhos que Ele mesmo tem colocado em nossos corações. Israel é hoje a nação de maior renda per capta do mundo, apesar de seu tamanho. Tudo por causa de uma palavra e de uma promessa. Uma palavra e uma promessa fizeram dessa nação a mais poderosa do planeta Terra. Como líderes, tudo o que precisamos é de uma palavra e de uma promessa.

Você é um líder conquistador. Deus o fez assim e a Sua Palavra não pode voltar atrás. Firme-se nessa palavra, pois ela não é humana. A palavra e a promessa pertencem ao Senhor.

Uma palavra

As palavras mudam ambientes e circunstâncias. O líder precisa agarrar-se a uma palavra e a uma promessa de Deus. As palavras trabalham a nosso favor quando trabalhamos por elas. Há palavras que não são ditas às claras, mas nas entrelinhas são interpretadas e, por causa das interpretações, decisões são tomadas.

Deus não mente em Sua Palavra. Quem poderia dizer que José seria quem foi no momento das suas provas? Quando conhecemos o final da história, tudo fica muito fácil. Quem poderia imaginar que José, mesmo preso a grilhões, andaria no meio da cadeia, da masmorra, interpretando sonhos e declarando os seus próprios sonhos? Ele creu que um dia seria usado, mesmo estando, aparentemente, preso.

José não possuía argumentos em sua vida, apesar de seus irmãos sempre terem algo contra ele por causa de seus sonhos. O poder de um sonho fala que um líder não pode disso­ ciar a sua esperança e o seu sonho de uma palavra e de uma promessa de Deus; é necessário confessá-la dia a dia. José, por todos os lugares que passou, prosperou e Deus o conduziu a bom termo. Isaias 43:26 diz que devemos entrar na presença do Senhor para lembrá-LO das Suas promessas. Quando lembramos a Deus as promessas, Ele avalia se ela é ou não legitima, e se for, então, Ele toma a nossa causa. “Procura lembrar-me; entremos juntos em juízo; apresenta as tuas razões, para que te possas justificar!” Contemplando o Salmo 105, podemos ver que, para José sair da casa de seu pai, tornar-se governador de uma nação como o Egito e supridor da fome de várias nações, foi necessário fazer uma confissão diária da sua convicção.

A sua convicção precisa ser confessada diariamente. Ninguém chega a lugar algum se não tiver nos lábios uma palavra de vida e de ânimo e, no coração, uma promessa. A nossa motivação não pode estar equivocada, precisa estar convicta. José foi um modelo de sonhador, porque foi perseguidor de seus sonhos. Ninguém consegue ter êxito em seus sonhos se não persegui-los de forma obstinada. É necessário olhar para as metas, alvos e desafios com a convicção de que não irá parar no meio do caminho, pois existe uma chamada que não pode ficar para trás.

José tinha tudo para ser um homem frustrado, pois sua vida foi permeada de decepções na casa de seu pai, entre os seus irmãos, na casa de Potifar, na cadeia. Mas, ele foi persistente. Vemos essas características em muitas situações de sua vida. Um dia seu pai lhe deu a missão de encontrar-se com seus irmãos em Siquém para saber como estes estavam, mas, ao chegar ali, após ter caminhado tanto, enfrentado desafios, ele não voltou ao seu pai sem uma resposta para a qual ele havia sido enviado. Encontrou com o homem no deserto que lhe disse para onde os irmãos haviam ido. José nunca imaginou que aquele encontro com os seus irmãos faria com que nunca mais voltasse à casa de seu pai que ele tanto amava e por quem era tão amado. Tanto empenho da sua parte para encontrar os irmãos e prestar relatório para o seu pai fez com que ele nunca mais pisasse os pés na casa de seu pai. A partir daquele momento, José nunca mais viu alguém da sua família até que a terra fosse visitada pela fome. E, no momento em que ele teve a oportunidade de se vingar de seus irmãos pelo mal que lhe fizeram, ele retrucou o mal por bem, alimentando os irmãos, o pai e o seu povo (Gênesis 41:53-57).

A Bíblia diz que ele era um homem que lograva muito respeito por parte de Faraó e dos egípcios, afinal ele os alimentava. Ele poderia ter-se vingado de todos os que o haviam feito sofrer e padecer males que ele não merecia passar porque, quando estamos na liderança, em linha de frente, a alma rei­ vindica muitas situações que não são licitas e que não estão nem em linha com a Palavra e nem em linha com a promessa. Porém, essas situações podem roubar todos os sonhos que Deus colocou em nosso coração. Precisamos ter muito cuidado com os pensamentos traiçoeiros, que se levantam com altivez contra o conhecimento de Deus. É necessário vermos onde está o nosso coração e para quê desejamos realizar tal feito. Nossa motivação não deve estar na concorrência, nem na vingança, mas na conquista. A concorrência pode trazer vergonha, a conquista traz gozo, alegria. Não se deve conquistar territórios traumatizando relacionamentos.

Deus é um Deus estratégico e as estratégias dos sonhos estão em Suas mãos. Todo sonho que respalda a nossa conquista tem uma procedência, o céu, e um destino, o nosso coração. O coração do homem é o destino dos sonhos que procedem do coração de Deus. Deus olhou para aquela família e viu José, o sonhador. Ele havia nascido para vencer e decidiu realizar os sonhos que Deus plantaria em seu coração. Os irmãos de José não tinham inveja e ciúmes dele por causa de seus sonhos, especifica­ mente. A Bíblia deixa isso muito claro dizendo que, ao publicar os seus sonhos, ele era mais odiado ainda. “José teve um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o odiaram ainda mais. ( … ) Responderam-lhe seus irmãos: Tu pois, deveras reinarás sobre nós? Tu deveras terás domínio sobre nós? Por isso ainda mais o odiavam por causa dos seus sonhos e das suas palavras.” (Gênesis 37:5,8)

Os irmãos de José concorriam com ele em todo o tempo. José viveu debaixo dessa síndrome que já existia entre sua mãe, Rebeca, e sua tia, Lia. Ao nascer, Raquel fez um decreto de que ela havia gerado um fruto e saído da vergonha e do vexame (Gênesis 30:22-24). Os filhos nasciam para ratificar a concorrência entre as duas. Raquel ainda não tinha filhos, o que era um vexame, e Lia usava esse fato para zombar da sua irmã. A zombaria e a concorrência continuavam e eram dez ir­ mãos contra um. Eles jogavam o pai contra José e era algo terrível que só piorava a situação a cada vez que ele relatava seus sonhos, a ponto de o pai mandá-lo calar a boca.

José foi visto por seu pai, mas este emitiu os seus sentimentos em relação a ele, mesmo sabendo que José era um profeta entre os seus irmãos. A primeira vez que José publicou seus sonhos para seus irmãos eles retrucaram se ele seria líder sobre eles. José estava apenas contando um sonho. Era isso o que ele queria, e não lhes mostrar se seria ou não líder entre eles. Conosco, muitas vezes, não é diferente: somos proibidos de publicar nossos sonhos, porque nossos irmãos são muito carnais e não conseguem ver a nossa explosão de liderança. Isso não significa que o pai seja ruim, pelo contrário, relata o cuidado do pai para conosco. A Bíblia diz que Jacó, Israel, guardava os sonhos de José no coração. “Seus irmãos, pois, o invejavam; mas seu pai guardava o caso no seu coração.” (Gênesis 37:11)

José estabeleceu os seus sonhos e não permitiu que eles se tornassem em uma vingança. Devemos seguir o seu exemplo e, assim, como ele não quis provar que o seu sonho era maior que o de seus irmãos, não devemos querer mostras às pessoas e aos nossos irmãos que nossos sonhos são maiores.

Há pessoas que estão andando com grilhões nos pés por uma escolha pessoal que fizeram. Mas, com José não foi assim. A sua escolha pessoal foi a de manter os sonhos vivos até vê-los cumpridos um a um, mesmo quando tinha grilhões em seus pés.

Era como se conhecesse o que está escrito em Hebreus 10:23,38,39. “retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa; (… ) Mas o meu justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Nós, porém, não somos daqueles que recuam para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alma.” Os sonhos não são para destilar vingança, ódio, nem para maltratar ou machucar ninguém, são para cumprir propósito. Há pessoas que querem viver o seu reino particular, porém o reino pessoal enfraquece o relacionamento e mata as amizades. Precisamos do Reino de Deus que ressuscita relaciona­ mentos e faz novas amizades.

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