Removendo dos Pés os Grilhões – Parte 1

15
jul

Meditando na vida de Benjamim, podemos ver que ele foi apanhado de surpresa. Quando abriram o saco de cereais, lá havia um cálice e ele não era culpado. José disse que, se encontrassem o seu cálice, a pessoa com quem fosse encontrado deveria ser morta ou se tornaria escrava (Gênesis 44).

Rubem e Simeão tomaram a palavra e imploraram a José que não fizesse isso com o irmão deles, pois havia sido demasiadamente duro para o pai, Jacó, perder o filho que mais amava, e agora perder Benjamim, ambos filhos da mesma mulher. Certamente o pai deles correria o risco de morte. Eles, então, ofereceram-se para ficar presos no lugar dele.

A Bíblia diz que José não aguentou e chorou tão alto que todo o Egito o escutava. Ele, não suportando a dor que estava em seu peito, mandou que todos saíssem da sua presença, exceto seus irmãos. Naquele momento, contou-lhes que ele era José, aquele que eles pensavam que havia morrido.

Pediu que eles não se afligissem, porque o próprio Deus havia permitido que tal fato se desse com ele para que fosse adiante dos irmãos a fim de preparar a provisão não somente para eles, mas para todas as nações.

Ele deixou claro que tudo o que havia acontecido com ele foi providência divina. Deus o havia levado para aquele lugar para que ele alimentasse o seu povo e o tirasse da vergonha. “Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos aborreçais por me haverdes vendido para cá; porque para preservar vida é que Deus me enviou adiante de vós.”(Gênesis 45:5)

Deus sempre levantará alguém para tirar o povo da vergonha. José foi usado na época da grande fome sobre a Terra, você pode ser usado hoje, pois fazemos parte de uma geração diferente de tudo o que as demais gerações já experimentaram.

O Senhor deseja usar sua vida nesta geração. Decida ser um sinal da vontade de Deus e permita-se ser multiplicado como peixes na terra. Essa era a promessa que estava sobre José: a multiplicação como a de peixes que não seria medida em toda a terra (Gênesis 48:16).

Multiplique-se como um fruto fiel cujos números de descendentes não poderão ser contados. Que haja sempre sobre a sua boca palavras de vida, ânimo, consolidação, mudanças e renovo.

Que você veja as mudanças sendo instaladas em todos os lugares e experimente um tempo no qual toda vergonha e toda nudez serão removidas, porque o Senhor fará com que você seja um diadema de glória que exalta o Seu nome.

Levantando o líder que sonha

“Mandou perante eles um homem, José, que foi vendido como escravo; cujos pés apertaram com grilhões; foi posto em ferro; até ao tempo em que chegou a sua palavra; a palavra do Senhor o provou.” (Salmos 105:17-19) O que retrataremos agora mudará a sua história de vida e transformará o seu destino. Ao percorrermos a Bíblia, encontramos várias histórias que possuem um elemento comum: o cálice. Observando o contexto de cada uma delas, podemos referir-nos ao cálice como sinal de destino.

O cálice que estava no saco de cereal sob a guarda de Benjamim representa o destino de todo o Israel. Desde os dias de Abraão, quando o cálice é apresentado, o destino do homem é mudado. Assim, em Gênesis 46, quando o cálice se apresenta na vida de Benjamim, está ali representado o destino de todo Israel.

Em Êxodo 11, o cálice é apresentado por Arão e Moisés ao povo representando que era encerrado o tempo da escravidão para os hebreus.

Vemos, ainda, o cálice na vida de Daniel representando a mudança no destino de Israel, pois o povo sairia da Babilônia. Quando o cálice se apresentou na vida de Nabucodonozor, houve uma ruptura no mundo espiritual e Israel foi livre de todas as amarras que o prendia.

Quando o cálice aparece nos Evangelhos, na vida de Jesus, está apresentando um destino, não apenas para o Messias, mas para toda a Sua Igreja. Quando o cálice aparece em Coríntios, quando Paulo ministra a ceia do Senhor, representa o destino da Igreja e, consequentemente, da sua história. É uma aliança.

Vamos, então, considerar que cálice representa o destino. Todas as vezes que você ministra a ceia, estará sinalizando para o destino. Todas as vezes que você come e bebe na comunhão da ceia, está confirmando a promessa, sinalizando para o destino da Igreja.

A Bíblia diz que adiante deles Deus enviou a José (Salmos 105:17-19). Adiante de nós, Deus sempre enviará alguém para abrir caminhos. João Batista foi enviado adiante do Messias para preparar o caminho. Então, sempre, haverá alguém, adiante de nós, para abrir os caminhos, prepará-los; sempre haverá alguém para tocar as águas a fim de que outros passem; sempre haverá pessoas que abrirão as portas para que outros entrem.

Sempre haverá, verdadeiramente, alguém que abre os caminhos para que passemos por eles. Deus é estrategista. Nunca ficaremos sozinhos ou a mercê. Em toda a nossa trajetória de vida, houve alguém que chegou antes. Em outros momentos, Deus nos envia antes para sermos facilitadores para outras vidas.

Deus usará você para que, por intermédio da sua vida, vidas cumpram seus sonhos. Você será uma parte do caminho, de um caminho facilitador para que as vidas conheçam a Deus, sem esquecer, jamais, que sempre houve alguém que pagou o preço pela sua vida.

Alguém sempre pagará um preço para abrir caminhos. Sempre é necessário que alguém se coloque na frente, seja criticado e sofra as resistências, pois os seguidores virão. O trabalho realizado no Senhor nunca é vão.

Deus está à espera de que inauguremos um momento novo, que alguém pague um preço por esse momento, tomando a consciência de que esse preço não tem conforto, mas confronto. Fazer a nossa parte, cumprir o nosso chamado é nosso dever.

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